terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Amor em tempos de Tinder ou antes pixels eretos que carne e músculos adormecidos.
sábado, 29 de março de 2014
Escreva sobre qualquer coisa
Por isso mesmo que eu ando sempre peladinha (apelido carinhoso que eu dei para minha farda diária de short jeans + blusinha, trajes necessários para não fritar por aí).
Não importa se o dia acordou chovendo. Não vale o esforço tirar o casaco nem a calça jeans do armário.
Vai esquentar.
No nono dia do outono, sigo rezando para que as nuvens venham acudir minha pele amorenada, mas que não tragam consigo o mormaço disfarçado de chuva.
Meus ombros vermelhos pedem uma trégua .
Precisam esfriar.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Continuando...
(ai meu deus! a falta que faz um clemi)
(ou a falta que faz um texto. ou vários.)
domingo, 27 de maio de 2012
O que eles ouvem (mas não sabem que eu sei)
Los Hermanos - Fingi na hora rir
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Revolver 3x
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Shakespeare que me perdoe
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
You may say I’m a dreamer…
Não sei pra quê, mas um costume que se tornou muito comum entre as pessoas foi o de ter curiosidade sobre os sonhos dos outros. "Qual é o seu maior sonho?" Convenhamos que esta pergunta deveria ser muito difícil de ser respondida. A conotação do substantivo nessa frase é completamente pragmática. Confunde-se a fantasia com planejamentos futuros. Quando te perguntam isso não querem saber da sua melhor ou mais intensa abstração. Querem saber se você quer uma casa, um carro, um casamento. Sonhos são desejos malucos do nosso subconsciente, impossíveis de subirem para o nível da realidade.
Agora, admitindo o significado vulgar da palavra, aproveito pra observar que separam gente em sonhadores e não sonhadores. Ou o melhor, ter sonhos agora virou requisito para ser uma pessoa nas CNTP. Todas as vezes que meu maior desejo foi perguntado eu respondi, simploriamente, que não sabia. As reações sempre tendiam pra reprovação, afinal, como é possível essa jovem mocinha não ter sonhos? Olha, eu tenho tudo o que preciso. Casa, comida, roupa lavada... Meus hábitos não são autodestrutíveis, separo o lixo pra reciclagem e desligo a torneira enquanto escovo meus dentes. Porque pra ser uma pessoa normal eu preciso viver num mundo onírico? Ninguém gosta dos pragmáticos? Ninguém mesmo? O que há de errado em não ter grandes ambições românticas? A verdade é que eu me sinto como se fosse uma concorrente a Miss Qualquer-Coisa sendo sabatinada no processo de seleção. Desculpa, mas meu livro preferido não é o Pequeno Príncipe. Esse besteirol romântico só me faz sentir a angústia de não ter grandes planos. Todo ser humano bonito e decente sonha e luta por seus sonhos. Mas eu não funciono muito desse modo, não.
Na verdade, eu tenho metas, sim. Só que eu me mantenho no limite da objetividade. Meus alvos eu atinjo com esforço e empenho. E deixo pra sonhar nas pequenezas cotidianas, que são fluidas, são delírios, são fugazes, assim como os sonhos. O que eu quero de verdade são perfuminhos, besteirinhas, docinhos de chocolate. Um amorzinho aqui, outro acolá. Dias de sol e de chuva. A quentura do asfalto... Assim eu vou vivendo de leve, respirando solta, sem carregar o peso de um grande sonho nas costas.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
"Smile like you mean it" - The Killers at Glastonbury 2007
Se eu pudesse, eu postava o Hot Fuss e o Sam's Town todo nesse blog. Todo mundo que gosta de música tem suas bandas favoritas. E eu, particularmente, gosto muito do Killers.
(Só uma nota rápida pra não me deixar esquecer)
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
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| Hearts on fire... |
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Não quero saber do lirismo que não é libertação
Depois de andar bastante pelo centro da cidade, o sol na cabeça me fez pensar sobre o porquê da falta de interesse. A comunidade reunia aproximadamente 1000 membros e só 15% deles compareceram. E só uma palavra veio me justificar essa omissão: egoísmo! Gente que não saiu de casa por preguiça, porque a mãe achou perigoso, porque professores orientaram a atitude bunda-mole, tem aos montes. Todas essas desculpas mascaram o egoísmo e a ignorância dessa geração. Que mal faz se doar uma tarde no ano inteiro em prol da educação? Ouvi também, inclusive várias vezes, a frase: "Eu não! Vou é estudar!" Estas palavras seriam louváveis nas CNTP, mas elas vinham cheias de revanchismo, transpiravam competição! O "EU" em detrimento do "NOS" tomou a frente.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
3 anos
O que tinha dentro de mim já não me pertencia. Era dela. Da ciranda. Vomitei ideias, às vezes. E tantos outros também o fizeram. Não era baixo nem escondido. Todos colocavam pra fora, harmonicamente, como uma ciranda deveria ser. O ritmo sempre foi acelerado. Sempre. E era acompanhado por estímulos divinos. Ora superiores, ora inferiores, nunca ausentes.
Muito pouco me lembro de antes, a não ser dos humores dos meus queridos. E como tudo era menor 3 anos atrás. Minha pele, minha alma, meus olhos...
Faz 3 anos que eu abri a cabeça e caí nessa Ciranda de Maluco. Abri os olhos e vi tudo o que havia. Tudo, tudo mesmo. Não sobrou nada.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Foi meu alterego quem me obrigou.

Característica que herdei dos românticos de época, lidos nas aulas de português, está toda por aqui. O eu-lírico é o mais importante. Melhor dizendo, os sentimentos do eu-lírico são o mais importante. E agora que eu descobri outras escolas literárias muito mais interessantes que o Romantismo, que farei com meu ego hipertrofiado? Só o tempo (e alguns livros a mais) poderá dizer.
Sinestésica, volúvel e pscicodélica.
Brainstorms, pra que os quero? Se não tenho tempo nem mesmo de cuidar de minhas obrigações. Tempestades de ideias me acometem somente quando não posso desenvolvê-las. Cheiros e tons se misturam e pedem para serem impressos num papel. Loucura total, eu sei. Mas que posso fazer?
Às vezes, de madrugada, escrevo textos meio indies, meio apaixonada, meio chata, meio brega... Escrevo sobre auto-definições. E depois vou dormir. Como se nada tivesse acontecido.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Back To Black

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Querido
Após perceber seu olhar, não demorou muito para descobrir seus gestos. O que antes eu achava ser um simples sorriso, se tornou amarelo, cheio de desculpas incutidas. Sua postura sutilmente encurvada me indicou mistério, um compilado de segredos sobre si, que seu corpo não queria me mostrar. Suas mãos firmes e longas me pareceram ásperas e seus braços nunca estiveram realmente perto. Suas pernas grossas eram a única parte calma. Sempre posicionadas levemente uma a frente da outra, não tinham os mesmos sintomas de inquietação das minhas. Ele estava dissimulando de novo.
- Ouça, querida, não precisa desse esforço, eu mesmo vou lá com você depois! Você sabe que eu também quero ir tanto quanto você. E com você! Eu estou tão satisfeito de estar aqui com você agora. Eu gosto de você.
-Hum, tá bom.
Você, você, você, você, você, você... Não, não eu. Você! Ele é quem estava controlando a situação, me levando para a apatia como sempre fazia quando me deixava. É assim que funciona: se não fico feliz, fico apática. Perco o humor. Mas não é assim que as coisas funcionam? Ao menos, esta era a única maneira que eu conhecia.
Olhei em seus olhos de novo. Eles estavam me medindo, esperando minha expressão. Quis sair daquele lugar imediatamente. Não ter de lidar com aqueles olhos inseguros seria o mais coerente. Respirei fundo. Deixei que meu corpo relaxasse. Olhei para o lado e quando voltei ao seus olhos, minha face estava leve, risonha. Sorri para ele, lhe dei um beijo no rosto e saí andando em passos normais, estabilizados, seguros. Não tinha porque ficar apática mais uma vez. Já havia descoberto seus olhos. Agora eles não me enganavam. Não mais.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Chego em casa, almoço e vou me deitar um pouco. Penso até conseguir pegar no sono. Nada de sonhos. Acordo e penso. Arrumo-me rapidamente pensando. Saio de casa. Chato, chato, chato. Penso só por diversão. Novela! Envolvo-me profundamente com as personagens, mas nos intervalos é impossível não pensar. Vou jantar e repasso mentalmente o que eu fiz durante o dia. Lembro-me de uma musica que eu nem gosto tanto. Olho as atividades para amanhã. Penso. Leio alguma coisa. Mais novela! Esses folhetins de uma figa acabam com minha inteligência, mas eu adoro!
Tomo banho e me preparo para dormir. Penso. Deito na cama e mais uma vez demoro a relaxar. Penso. Levanto, vou ler algum livro pela metade. Capitulo cinco acaba. Penso. Deito novamente, só que desta vez, o sono é quase que instantâneo.




