quarta-feira, 23 de maio de 2012

Revolver 3x

A melhor parte de voltar e revirar o passado em 25 linhas, é que se pode escolher o que vai nelas. Dá pra acertar o tom, apertar um parafuso, afrouxar outro.Ter suas palavras no rumo que se quer. Dá pra deixar de fora picuinhas, evitar o sensacionalismo. Dá pra maneirar no formal da língua, deixar o texto mais palpável. Ser completamente ácida usando um superlativo, um adjetivo, a falta de uma vírgula. Usar dos pontos, o controle das sentenças. É a hora em que se tem o poder. De ter a realidade contada a sua maneira. Assim eu fiz, com muito cálculo e cuidado, em um comentário numa coluna social online.

Online! 

Tava todo mundo lá pra festa. Coordenadoras, ex-colegas (não tão colegas assim, graças a Deus), ex-membras do clube das mães. E eu, com o meu texto elaboradíssimo.

Num comentário da coluna social online. 

ONLINE!

Mais uma vez eu dou essa surtada num texto, de madrugada, com as pessoas de sempre na minha cabeça. Eu acho que o problema é que meu velho-eu ta voltando e tomando conta de mim de novo.

 Socorro! Voltei.







                                                    
                                                                                                                    Ass:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Shakespeare que me perdoe

São 2:30 de uma madrugada de verão e aqui no meu quarto ta quente pra caralho. Quente e úmido. Muito úmido. Tão úmido que qualquer ser humano que entrasse aqui perceberia a quentura deixada pelo outro da sua espécie. 

Bem, no caso, eu. 

Quente pra caralho. Respiração, transpiração, agitação. Cabeça martelando ao som de algum disco bem bairrista. Pesadelo de uma noite de verão. Chata pra caralho. Aposto que até os faunos e as fadas não conseguiram dormir nesse calor.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

da da

é não
é porque suas aulas vão começar
e no cac você será livre
livre
livre
livere
livreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

sexta-feira, 15 de abril de 2011

You may say I’m a dreamer…

liquiddream

Não sei pra quê, mas um costume que se tornou muito comum entre as pessoas foi o de ter curiosidade sobre os sonhos dos outros. "Qual é o seu maior sonho?" Convenhamos que esta pergunta deveria ser muito difícil de ser respondida. A conotação do substantivo nessa frase é completamente pragmática. Confunde-se a fantasia com planejamentos futuros. Quando te perguntam isso não querem saber da sua melhor ou mais intensa abstração. Querem saber se você quer uma casa, um carro, um casamento. Sonhos são desejos malucos do nosso subconsciente, impossíveis de subirem para o nível da realidade.

Agora, admitindo o significado vulgar da palavra, aproveito pra observar que separam gente em sonhadores e não sonhadores. Ou o melhor, ter sonhos agora virou requisito para ser uma pessoa nas CNTP. Todas as vezes que meu maior desejo foi perguntado eu respondi, simploriamente, que não sabia. As reações sempre tendiam pra reprovação, afinal, como é possível essa jovem mocinha não ter sonhos? Olha, eu tenho tudo o que preciso. Casa, comida, roupa lavada... Meus hábitos não são autodestrutíveis, separo o lixo pra reciclagem e desligo a torneira enquanto escovo meus dentes. Porque pra ser uma pessoa normal eu preciso viver num mundo onírico? Ninguém gosta dos pragmáticos? Ninguém mesmo? O que há de errado em não ter grandes ambições românticas? A verdade é que eu me sinto como se fosse uma concorrente a Miss Qualquer-Coisa sendo sabatinada no processo de seleção. Desculpa, mas meu livro preferido não é o Pequeno Príncipe. Esse besteirol romântico só me faz sentir a angústia de não ter grandes planos. Todo ser humano bonito e decente sonha e luta por seus sonhos. Mas eu não funciono muito desse modo, não.

Na verdade, eu tenho metas, sim. Só que eu me mantenho no limite da objetividade. Meus alvos eu atinjo com esforço e empenho. E deixo pra sonhar nas pequenezas cotidianas, que são fluidas, são delírios, são fugazes, assim como os sonhos. O que eu quero de verdade são perfuminhos, besteirinhas, docinhos de chocolate. Um amorzinho aqui, outro acolá. Dias de sol e de chuva. A quentura do asfalto... Assim eu vou vivendo de leve, respirando solta, sem carregar o peso de um grande sonho nas costas.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Smile like you mean it" - The Killers at Glastonbury 2007



Se eu pudesse, eu postava o Hot Fuss e o Sam's Town todo nesse blog. Todo mundo que gosta de música tem suas bandas favoritas. E eu, particularmente, gosto muito do Killers.

(Só uma nota rápida pra não me deixar esquecer)